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sábado, 6 de setembro de 2008
Desculpas Públicas

Atualmente, ando muito atordoada (certo isso não se qualifica necessariamente como uma novidade em minha vida).

Ondas de injurias e impropérios pessoais circulam minha mente. Acho que a pior batalha que podemos travar é contra nós mesmo. Bem, acho que estou em pé de guerra.

Sempre fui tímida, nem sempre em manter contato social, mas principalmente em expressar minhas opiniões, isso quase nunca foi fácil. Ademais, tenho um sério problema de falta de autoconfiança, enquanto estudante, enquanto futura profissional, enquanto mulher, enquanto companheira, e outras mais subcategorias.

Muitas vezes me sinto afogar nesse mar de injustiças que cometo a mim mesma. Por quê? Tenho algumas hipóteses, mas nenhuma concreta que eu saiba resolver. Estou sempre me sentindo culpada por algo, seja lá o que for. Poderiam-me dizer que procuro sarna para me coçar, que as criançinhas da Somália passam fome, etc, mas... a dor quem sente sou eu.

Obs: esse realmente não é dos meus textos mais inspirados. Apenas preciso descarregar um pouco essa guilhotina mental.

Voltando, como se eu não soubesse exatamente o que essas mazelas causam. Nos livros, nos casos expressos na faculdade, nos atendimentos que faço no meu estágio, diversas e diferentes pessoas chegam com a mesma questão: porque devo suportar a vida?

Ok acho que já passei da época que admirava um lampejo de suicido, mas sinto um enorme sentimento de culpa por não conseguir frear minha sede destruidora do que está a minha volta.

Eu tenho um homem maravilhoso ao meu lado e insisto em questionar a minha capacidade de fazê-lo feliz. Acabo sendo tomada por sentimentos, dores, incerteza, ciúmes. E isso me entristece muito. Sinto-me perdida por essa equação estranha em que eu tenho de um lado a pessoa mais maravilhosa que poderia estar ao meu lado, e do outro lado, minha mente perturbada por descrenças pessoais.

Não quero te magoar, meu querido. Causar dores em você me fere mais do que um bem cravado punhal. Mas, ainda não sei como domar minha incapacidade de acreditar eu mesma.

Escrito por Pam as 2:12 PM | 1 "Abra um Parêntese"

quinta-feira, 31 de julho de 2008
Dedução

Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.

Está provado,
pensado,
verificado.

Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:

Amo

firme,

fiel

e verdadeiramente.

Escrito por Pam as 4:14 PM | 0 "Abra um Parêntese"

domingo, 20 de julho de 2008
Corpo

(respirando fundo)

Fico tensa só de iniciar um texto sobre meu corpo, mas acredito que está na hora de me exorcizar dessa questão.

Antes dos olhos apreensivos começarem a desistir de prosseguir na leitura, e pensar ser mais um texto de uma jovem reclamando da insatisfação com o próprio corpo (certo, admito que tenha esse caráter, mas deixe-me continuar), não estou em debate com ele por achá-lo demasiado flácido, imperfeito, e outros ultrajantes desaforos.

Meu único problema é não conseguir dar valor ao meu corpo. Minha estrutura. Meu montante que ocupa espaço e me faz ter a consciência de pertencer à matéria.

Sempre fui muito arrogante, achando entre outros motivos por brigas de prioridades com minha mãe, que era mais importante fortalecer e alimentar meu intelecto em detrimento de sucumbi a uma adolescência direcionada para valores que acho questionáveis. Enfim, mesmo sempre prevalecendo minha aquisição de conhecimento e cultura, e ainda acreditando estar abaixo daquilo que julgo ser uma pessoa culta, simplesmente deixei de raciocinar como meu corpo também é algo importante. Também faz parte de mim, não apenas por manter minha cabeça sobre meus ombros.

E cada nova prova disso, eu sofro horrores por não respeitar e desconhecer meu corpo. E nem eu sei exatamente quanto ainda me angustiarei até conseguir enxergar uma verdade tão simples: meu corpo é maravilhoso, por que ele me pertence. Meu corpo é um templo, por que dele posso adquirir as melhores e mais variadas sensações, experiências, degustes e prazeres que minha ilimitada imaginação pode alcançar.

Sou meu corpo, meu espaço, minha sensatez e minhas paixões. Embora muitas vezes, esqueço boa parte disso.

Querendo que esse desabafo seja mais do que uma promessa de inicio de semana, e pretendo que não o seja, quero tentar mostrar o devido respeito ao meu corpo, que há muitos anos eu não referencio. Precisei sentir na pele (e não é mera força de expressão), para despertar para a realidade, para o mau uso e mal estado que mantinha meu corpo, minha vida, meu instrumento de pertença.

Sei que não posso resolver isso apenas com essas palavras digitadas em uma tela de computador. Ademais, espero que essa minha consciência e principalmente expor para quem se aventurar a ler saber o quanto negligencio meu corpo, talvez me der coragem e principalmente limpeza para prosseguir, e ser verdadeiramente, uma mulher de corpo e sensação.

Escrito por Pam as 11:31 PM | 1 "Abra um Parêntese"

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